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03 Novembro de 2020 | 16h05 - Actualizado em 03 Novembro de 2020 | 16h05

Côte d’Ivoire: Ouattara ganha e oposição cria Conselho Nacional de Transição

Abidjan -A Comissão Eleitoral Independente (CEI), declarou segunda-feira, 02, Alassane Ouattara, Presidente cessante, ganhou a eleição de 31 de Outubro, por 94,27 %, de um pleito que teve uma taxa de participação de 54%.

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Alassane Ouattara, precidente da Côte d'Ivoire

Foto: AFP

O resultado eleitoral foi denunciado pela coligação da oposição que considerou “paródia de eleição”, e criou um Conselho Nacional de Transição (CNT), dirigida por Konan Bédié, antigo Presidente do país, entre 1994 e 1998.

Segundo a AFP, o anúncio da criação do Conselho Nacional de Transição foi feito por Pascal Affi N’Guessan, um dos líderes da Frente Popular Ivoriense, que obteve 1% dos votos, tal como Konan Bédié.

“Tendo em conta as consequências do vazio do poder executivo, com o fim do mandato do Presidente Alassane Ouattara, e da não organização de uma eleição credível, e considerando que a continuação de Alassane Ouattara na qualidade de chefe de Estado é susceptível de conduzir a uma guerra civil”, alerta a oposição.   

A oposição, além de declarar o “vazio do poder”, voltou a apelar a desobediência civil.

Do seu lado, o governo acusa a oposição de “conspirar contra a autoridade do Estado”, e anunciou levar o caso à procuradoria-geral da República, para que “os autores e cúmplices de tais infracções sejam julgados”.

“Se o presidente da CEI estima que globalmente o voto correu bem”, 23% das assembleias de voto a nível nacional continuaram encerradas, por causa do boicote da oposição”, denuncia Indigo, uma ONG local, baseando-se numa constatação que fez.

A ONG diz ter também observado “situações de suspeições de manipulação de urnas em certas assembleias de voto” em 12 localidades, e 391 incidentes no dia da eleição.

Pouco depois, foram verificadas cenas de violências que já mataram duas pessoas, nas localidades de Oumé e à Tiebissou, Centro do país.

Analizando a actual situação, Régio Conrado, investigador doutorando no Instituto de Estudos Políticos da Universidade de Bordéus, considera que pode haver “uma crise eleitoral talvez mais severa” do que há dez anos.

Recorde-se em 2010, distúrbios da mesma índole resultantes da reeleição de Laurent Gbabo, causaram a morte a cerca de três mil pessoas, entre civis, rebeldes e elementos das forças da ordem.

Em África, o antigo presidente sul-africano Thabo Mbeki manifestou-se contra um terceiro mandato de Outtara.

Fala-se numa possível mediação do antigo Presidente de Moçambique, Joaquim Alberto Chssano.

Assuntos Côte d'Ivoire  

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