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30 Outubro de 2020 | 18h31 - Actualizado em 31 Outubro de 2020 | 09h01

Guiné Conakry: EUA preocupados com "falta de transparência na compilação de votos" no país

Conakry - Os Estados Unidos estão preocupados com questões levantadas por observadores eleitorais e pela sociedade civil sobre "a falta de transparência na compilação dos voto", relativas às eleições presidenciais de 18 de Outubro corrente na Guiné Conakry, soube a PANA de fonte oficial no local.

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  • Também foram mencionadas "incoerências" entre os resultados anunciados e os das actas das assembleias de voto, segundo um comunicado publicado quarta-feira pela Embaixada dos Estados Unidos na Guiné Conakry.

Os Estados Unidos exortam a todas as partes envolvidas a "resolverem pacificamente as divergências eleitorais, através das instituições estabelecidas e não partidárias, e de um diálogo aberto a todos.

Os Estados Unidos condenam a violência e as violações assinaladas dos direitos humanos à margem das eleições, lê-se no comunicado.

"Exortamos as autoridades a investigarem imediatamente sobre alegações de recurso excessivo à força pelas forças de segurança e garantirem a justiça para as vítimas da violência e a responsabilidade dos culpados”, prossegue o texto.

Os Estados Unidos apresentam as suas condolências às famílias das vítimas e desejam rápidas melhoras aos feridos.

Os Estados Unidos reiteram o seu apoio aos esforços diplomáticos da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), da União Africana (UA) e das Nações Unidas para manterem a calma no país.

"Nós exortamos todos os líderes e cidadãos guineenses a trabalhar juntos para reforçar a democracia do país e proteger os direitos fundamentais, nomeadamente a liberdade de expressão e de reunião pacífica”, acrescenta o comunicado.

De acordo com a oposição, quase 27 pessoas morreram na onda da violência pós-eleitoral, mas o Governo fala em 10 mortos.

O Presidente cessante, Alpha Condé, foi declarado vencedor das eleições presidenciais de 18 de Outubro último com 59,49 por cento dos votos, derrotando 12 outros candidatos ao mesmo escrutínio.

Finalmente, ele vai cumprir um controverso terceiro mandato, reconhecido por uma nova Constituição votada durante o referendo de 22 de Março último na Guiné Conakry.

O seu principal adversário, um ex-primeiro-ministro e líder da União das Forças Democráticas da Guiné (UFDG, oposição), Mamadou Cellou Dalein Diallo, que se tinha autoproclamado vencedor do escrutínio presidencial, rejeitou os resultados eleitorais.

Segundo estes resultados, Dalein Diallo obteve 33,50 por cento dos sufrágios expressos.

Assuntos Eleições  

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